quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Eudemonismo do eu, você e ele


"O homem é um animal social." Já dizia Aristóteles.


O texto é longo, perdoe-me.

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A princípio na época de seus avós (década de 20, 30, 40, 50, sei lá), o mundo buscava a estabilidade familiar, a famosa família perfeita, ou seja, papai, mamãe, filhinhos (muitos, por um acaso) e quem sabe um cachorrinho. Para isso se realizar, em um mundo capitalista, necessita-se de estabilidade financeira. Seus avós trabalharam quarenta, cinquenta anos no mesmo emprego, evoluindo gradativamente na carreira para sustentar a família e por consequência, tentaram doutrinar seus filhos - nossos pais - a fazerem o mesmo. 

Seus filhos, naquela época, jovens e 'delinquentes', em um tempo conturbado, em que não queriam fazer parte do sistema, começaram a cultivar a cultura hippie e todas as características 'Carpe diem' que podem existir! E infelizmente, em algum momento de suas vidas, viram que teriam que 'crescer' e se tornar 'adultos responsáveis'.

Ao crescermos, vendo nossos pais viverem uma vida que lhe impuseram, reclamando e falando da monotonia do dia a dia de um trabalhador assalariado e as crescentes crises financeiras, ficamos desesperados e desgostosos de perpetuar essa doutrina. E gostando você, ou não, fomos mimados. Crescemos com as facilidades tecnológicas e massivamente, aprendendo que poderíamos ser ou fazer o que quiséssemos.

Chegamos a idade adulta e nos vimos frustrados. Quem nunca se pegou dizendo: "O que fazer?!", "Quero ter mais sucesso que meus pais e avós, mas quero pra agora se não daqui a pouco!", "E agora?" 
Dramatização, não necessariamente é assim.

Enquanto buscamos a nosso próprio caminho, vimos desiludidos com a sociedade em si... Poxa, aprendemos nos com nossos ascendentes e nos livros de história que nossos avós/bisavós, vieram para o Brasil em busca de uma vida melhor sem nada em mãos, vimos nossos pais viverem em ditadura e lutarem bravamente contra ela. E nós, vemos a corrupção ser disseminada a pobreza em cada canto e nada a ser feito. Nossa juventude está passando e não vimos ou fizemos nada de importante. Que frustrante, não?

A realidade é triste, somos infelizes. Vemos que existe algo de errado, sentimos um vazio que nunca é preenchido. Escrevemos blogs desabafando, isolamo-nos e vemos nas redes sociais, todos felizes e realizados - o que não existe de verdade também - tentamos mostrar uma 'pseudofelicidade', e refletimos para entender "o porquê de não ser feliz iguais eles".

Esse eterno vazio, que vira e revira e tentamos preencher "o buraco do quadrado com um triangulo", tem uma simples e única palavra a ser preenche-la: Política. 

Entenda política como um ato social; Tudo que pode ser contribuído a sociedade (polis), no princípio da política de Esquerda e Direita - e sim, os lados ainda existem e indiferente de definição, vivenciamos um dos lados e temos pensamentos e interesses de um dos lados - e lembre-se: 'quem fica em cima do muro é amigo do dono'.

Por isso que nas atuais e famosas 'manifestações de julho' - em que eu participei, com orgulho -, os jovens se viram acender aquela 'chama' de que poderiam fazer a diferença e pela primeira vez, se sentiram importantes. Quando vimos os resultados, entendemos, com os nossos próprios olhos e mentes que poderíamos fazer a diferença de verdade.
A natureza do homem é fazer política, fora dela, não vivemos plenamente felizes. Isto é um fato.

Por isso, seja você o exemplo de uma boa política!

Leia, apreenda, escute e julgue imparcialmente - e quando digo imparcialmente, não seria para "ficar em cima do muro". Seria para não ser um dos 'tolo', que fazem de seus diálogos, virarem monólogos ou discursos.

Não se ache o 'senhor do conhecimento', tenha humildade e seja modesto e ao expor seus argumentos. O mundo está cheio de conceitos prédefinidos e olha como está.

Quando só apreendemos, concordamos e julgamos o que consideramos certo, somos uma espécie ignorante unilateral. Temos que aprender o que não gostamos e o 'errado' para então, tomar uma postura e julgar. A ideia de dogmas, polêmicas e coisas que não se discutes estão fadadas ao fracasso.

Aprenda a escutar; a entender o outro, leia aquele livro chato de política, veja mais coisas sobre aquele autor chato, entenda o que pensa aquela pessoa que você não gosta e o motivo de ela ser assim e porquê de você não gostar. Saia da unilateralidade (apatia) irracional.

O importante é ver as várias perspectivas sobre o mesmo assunto; Esteja aberto as opiniões contrarias. Discuta e dialogue sobre o que você quiser: sexíssimo, homossexualismo, religião, futebol, cotas, mamilos e todos os possíveis e impossíveis preconceitos!

Resumindo: Discute e dialogue, e ao final apreenda! E ao final verá o quanto você cresceu.

"Ao final de um ciclo,
Começa-se outro.
Ao começo de outro
Perpetua-se o mesmo."
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Deixando bem claro, que quase nunca as ideias surgem em minha mente do nada, dedico este post ao Profº Dr. Silvio de Almeida pelas aulas fantásticas que tive o prazer de assistir e ao blog, "Demografia Unicamp", pelo post sensacional sobre a geração Y. Que você pode acessa-lo, clicando aqui (recomendo !!)

5 comentários:

  1. Muito bom o post! Realmente, buscar aprender, se informar, se colocar no lugar do outro é muito importante para que não tenhamos opiniões apenas unilaterais. Antigamente eu não gostava muito de política, mas passei a ver que é muito importante me informar e ando lendo bastante sobre. Com certeza, vai fazer a diferença.

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  2. Eu estava aqui, lendo e... quando penso que o seu texto vai por um caminho, ele termina de um jeito completamente diferente! E falando de política. Não tenho certeza do que comentar nesse post. Porque, veja bem, não sei se me encaixo nessa geração da qual fala. Me acho velha pra muitos desses conceitos. Posso dizer por mim, e por alguns dos meus amigos: a gente vive num mundo que nos pressiona para sermos os melhores no sentido profissional (emprego e salário). A política só começou a fazer parte da vida de alguns agora, com as manifestações.

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    1. Hahaha... Os conceitos são hipotéticos, todos temos nossas histórias e experiências individuais diferentes. Não sou um bom escritor. Eu gostaria de ter passado a ideia que somos os filhos mais brilhantes do século 17; O individualismo está a 'todo o vapor'.
      Suzi, você pode dizer isso por TODOS! O mundo nos pressiona ser um objeto de consumo, vender nossa força de trabalho (corpo), desperdiçamos nossa vida e tempo, a fim de ganhar vida e tempo. (?!)
      A hipocrisia dos que criticavam e agora vestem o verde e amarelo é aceitável. Somos hipócritas por natureza. O que falei supra, tenho firme em minha mente, e ao arraiar de segunda-feira, vou vestir meu terno e ser mais uma ferramenta deste mundo podre.
      Não vivemos sem a sociedade e estamos submetidos a ela. O problema é ser uma acefálico em meio a esta. =)
      E como pode ver, esta é minha visão de mundo, todos tem a suas, e espero que compartilhem parar que possa ter noção de sua perspectiva. ^^

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  3. Legal como você começou de uma forma história o texto. E você tem razão, a vida é mesmo difícil. A gente é que tem que torn-ala mais agradável e é fazendo o que gostando, respeitando os limites sem que nos tornemos robôs, é difícil, mas não é impossível. Tem um texto chamado " Porque a Geração Y é infeliz," que fala muito isso de sermor mimados e não sabermos como agir por conta própria. É muito bom, te aconselho a procurá-lo algum dia
    Curti muito seu blog
    Beijos
    barradosno-baile.blogspot.com
    @torresaamanda

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    1. Foi exatamente nesse texto que espelhei o meu! Hahah
      Está no final do post, o link. Me sinto até envergonhado de não ter essa percepção e me espelhar ao post dos outros, mas, independente de méritos, a ideia que gostaria de ter passado é essa e pelo menos dei os créditos =)

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